As noites de Brejo dos Santos, no Sertão da Paraíba, nunca mais foram as mesmas após o ano de 2008. O que começou como um relato isolado em uma esquina silenciosa logo se transformou em um fenômeno que tomou conta das conversas nas calçadas e das mentes dos moradores. A figura de uma mulher vestida inteiramente de branco, que surgia e desaparecia com a mesma facilidade com que o vento corta a caatinga, tornou-se o principal mistério da cidade e permanece, até os dias atuais, sem uma explicação definitiva.

O cenário das aparições era variado, mas havia pontos onde a presença da mulher parecia mais frequente. Um dos locais que mais gerava temor e curiosidade era o entorno do Cemitério Público Municipal Campo Santo Rosilda Diniz. Relatos da época descreviam uma mulher loira e que caminhava com passos leves pelas proximidades do imóvel público, muitas vezes em horários em que as ruas já estavam desertas. A visão daquela figura alva sob a luz da lua sertaneja alimentava o imaginário popular, misturando o medo do desconhecido com a necessidade de entender quem seria aquela pessoa e qual era o seu propósito.

A ausência de respostas concretas abriu espaço para uma infinidade de teorias. Nas rodas de conversa, onde o café e o calor do final de tarde ditam o ritmo do convívio social, muitos nomes foram ventilados. Também especulou-se até mesmo uma figura de outro plano, alimentando as lendas urbanas tão ricas na região. No entanto, apesar de todas as tentativas de identificação, nenhuma família reclamou a identidade da mulher e ninguém conseguiu abordá-la para obter uma resposta clara.

Passados quase vinte anos desde os primeiros avistamentos, o silêncio sobre o caso é o que mais intriga a população de Brejo dos Santos. A "Dama de Branco" não deixou rastros, documentos ou testemunhas que pudessem comprovar sua origem. O que resta hoje são as memórias daqueles que afirmam ter cruzado com o vulto e a persistência de uma história que se recusa a morrer. Sem confirmações oficiais ou desfechos lógicos, o episódio de 2008 permanece guardado no arquivo das grandes incógnitas do Sertão, provando que nem tudo o que os olhos veem a razão consegue explicar.

Por Taan Araújo, Folha Brejo-Santense 
Foto: Ilustrativa/IA - App Gemini
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