A história de Brejo dos Santos, no Sertão da Paraíba, é marcada pela coragem e pelo pioneirismo de seus primeiros moradores, com destaque para os irmãos Antônio e José da Paixão. Considerados figuras fundamentais no surgimento do município, eles foram responsáveis pela construção das primeiras casas de taipa às margens do Riacho do Sabão, dando início ao núcleo de povoamento que mais tarde se transformaria na cidade. A região, inicialmente desbravada pelo Tenente-Coronel Francisco da Rocha Oliveira, passou a atrair outras famílias graças às terras propícias à agricultura, mesmo diante das dificuldades impostas pela escassez de água.

O local, que no início era conhecido como Brejo dos Cavalos, recebeu esse nome por conta de um brejo existente às margens do riacho, onde animais se alimentavam durante os períodos de seca. Com o crescimento gradual, impulsionado pela agricultura e pela chegada de novos moradores, a comunidade foi se estruturando. A criação da feira-livre teve papel decisivo na consolidação do povoado, assim como a construção da primeira igreja católica, concluída em 1938 e dedicada à Sagrada Família, fortalecendo a fé e a união entre os habitantes.

Ao longo dos anos, outras atividades contribuíram para o desenvolvimento local, como o beneficiamento do algodão em pequenas indústrias instaladas na zona rural. O avanço econômico e social levou à criação do distrito em 1961, ainda ligado a Catolé do Rocha, até a conquista da emancipação política em 3 de junho de 1965. Hoje, Brejo dos Santos é reconhecida como a “Cidade dos Médicos”, reflexo do grande número de profissionais formados e descendentes da terra, mantendo viva a herança deixada por seus pioneiros, especialmente Antônio e José Paixão, que deram os primeiros passos para a construção da identidade do município.

Por Taan Araújo, Folha Brejo-Santense 
Foto: Ilustração/IA
Espalhe:

Qual seu ponto de vista acerca do tema. Poste um comentário:

0 comments so far,add yours

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.