Em uma época em que as coisas eram mais simples e cheias de significado, os dindins de Dona Fanca se tornaram parte da memória afetiva de muitos moradores de Brejo dos Santos. Localizada na antiga rua Floriano Peixoto, hoje conhecida como rua Dr. Ezenildo Alves, a casa da doceira era ponto certo, principalmente nas tardes quentes do Sertão, quando crianças e até adultos iam em busca de um refresco saboroso.
Dona Fanca ficou conhecida não apenas pelo sabor dos seus dindins, mas também pelo jeito acolhedor e pela frase que virou marca registrada: “qualidade ou quantidade?”. A pergunta, feita com simplicidade, arrancava sorrisos e já preparava o cliente para escolher entre um dindim mais cheio ou mais caprichado no sabor, criando uma experiência única que ia além da venda.
Dona Fanca já faleceu e está sepultada no cemitério de Brejo dos Santos, mas sua história permanece viva na lembrança de quem teve a oportunidade de conhecê-la. Muitos que cresceram vivendo esses momentos guardam com carinho as visitas à sua casa, especialmente após o almoço, quando o dindim servia como uma espécie de sobremesa. Mais do que um simples comércio, ela deixou um legado de simplicidade, acolhimento e afeto que segue presente na memória da cidade.
Por Taan Araújo, Folha Brejo-Santense
Foto: Ilustração/IA

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