Um adolescente de 15 anos morreu na madrugada do último sábado (23) após ser atacado com golpe de canivete dentro de uma escola estadual em Chapecó, maior cidade do Oeste de Santa Catarina. O suspeito, um estudante de 16 anos, foi apreendido e teve o pedido de internação provisória aceito pela Justiça, conforme o Ministério Público estadual.

O aluno foi atingido no abdômen no intervalo das aulas, na manhã de sexta-feira (22). Ele foi atendido emergencialmente dentro da unidade e, durante o socorro, sofreu parada cardiorrespiratória e choque hipovolêmico - quando há perda severa de sangue.

O adolescente precisou de transfusão de sangue e foi reanimado pelas equipes médicas. Na sequência, foi entubado pela equipe do Serviço Aeropolicial (Saer) e transferido de helicóptero para o Hospital Regional do Oeste.

O suspeito foi localizado e apreendido pouco depois da ocorrência perto da escola. Segundo a Polícia Civil, os elementos colhidos indicam que o caso se trata de um fato isolado e motivado por uma desavença entre autor e vítima.

O caso é investigado como ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado.

Testemunhas relataram à PM que o suspeito disse que foi provocado por olhares de colegas antes de sacar o canivete e atingir a vítima. Mesmo ferido, o estudante tentou fugir para o interior da escola, mas foi perseguido.

A área foi isolada para perícia, enquanto estudantes foram liberados da unidade.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (SED) informou que adotou as providências necessárias imeadiatamente após o ocorrido, acionando serviços de saúde e acompanhando a situação pela Coordenadoria Regional de Educação de Chapecó.

Informou, ainda, que equipes do Núcleo de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola (NEPRE) atuam no acolhimento psicológico e emocional da comunidade escolar.

MP pediu internação do suspeito

Ainda na sexta-feira, a 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó se manifestou à favor da internação provisória do adolescente apreendido pelo período de até 45 dias.

Entre os argumentos apresentados ao Juízo, o órgão considerou:

- a excepcional gravidade do ato infracional;
- a necessidade de garantia da ordem pública, diante da periculosidade demonstrada pelo uso de "arma branca em ambiente escolar, pela perseguição da vítima e pela persistência na agressão";
- a garantia da aplicação da medida socioeducativa para evitar risco de fuga do adolescente;
- evitar eventual intimidação de testemunhas, da própria vítima e de seus familiares.

g1 SC
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