Nascida na comunidade rural do Panati, Mazé Dias construiu uma trajetória marcada pela superação, criatividade e dedicação aos estudos. Filha do agricultor Severino Guilhermino e de Dezinha de Antônio Calixto, bordadeira e professora, Mazé mudou-se ainda criança para Brejo dos Santos ao lado dos pais, onde começou a desenvolver os primeiros traços de uma história ligada à arte. Mesmo diante das dificuldades financeiras, desenhava no chão por não possuir papel nem lápis, mas já carregava o sonho de se tornar artista.
Ainda jovem, estudou no Colégio Agrícola do Cajueiro, em Catolé do Rocha, enfrentando momentos de fome e muitas dificuldades. Em 1986, participou do primeiro concurso de pinturas realizado em Brejo dos Santos durante as comemorações do aniversário da cidade. No mesmo período, decidiu entregar sua vida a Deus, buscando direção para os seus sonhos. No ano seguinte, partiu para Rondônia em busca de novas oportunidades. Lá construiu família, teve duas filhas e trabalhou durante 29 anos no Governo de Rondônia, sem abandonar o desejo de crescer profissionalmente e investir na arte.
Ao longo dos anos, Mazé acumulou formações em diversas áreas ligadas ao processo criativo. Em Brasília, formou-se em Artes Plásticas e se especializou em Análise de Obras de Arte pela Universidade Federal de Brasília. Também desenvolveu trabalhos com povos indígenas na CASAI, aprofundando pesquisas sobre arte indígena. Morou no Rio de Janeiro, onde realizou exposições de seus quadros, retornando depois para Brasília e Rondônia, onde continuou promovendo mostras artísticas e ampliando seus conhecimentos. Tornou-se especialista em Arte Terapia, graduou-se em Designer de Moda e concluiu formações em Consultoria de Imagem, Visagismo e Coach.
Reconhecida como artista plástica, designer, professora, consultora de imagem, cenógrafa e escritora, Mazé Dias possui obras espalhadas por vários estados do Brasil e também na África. Atuou como jurada do Festival Estudantil de Artes de Rondônia e foi curadora da Galeria de Artes Afonso Ligorio. Atualmente, também celebra o lançamento do livro “Vozes da Amazônia”, escrito em coparticipação com mulheres empreendedoras migrantes que venceram desafios em Rondônia em busca de crescimento e educação.
Mesmo vivendo longe da terra natal, Mazé mantém viva a ligação com Brejo dos Santos e com a comunidade do Panati. Segundo ela, um dos maiores sonhos é realizar uma grande exposição artística em sua cidade do coração. Com gratidão a Deus e orgulho de suas raízes sertanejas, a conterrânea brejo-santense segue levando sua história de luta, fé e talento para diferentes lugares do Brasil.
Por Taan Araújo, Folha Brejo-Santense

Qual seu ponto de vista acerca do tema. Poste um comentário:
0 comments so far,add yours
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.