Em uma democracia, a imprensa não existe para agradar governantes, grupos políticos ou aliados de qualquer gestão. Seu papel é informar a população, registrar fatos, abrir espaço para o debate e fiscalizar aquilo que é de interesse público.
Quando surgem tentativas de dizer o que pode ou não ser publicado, cria-se um ambiente preocupante para a liberdade de expressão. Discordar de uma notícia é um direito de qualquer cidadão. Tentar impor silêncio, porém, é algo completamente diferente.
A história mostra que sociedades fortes são aquelas onde as pessoas podem se manifestar livremente, onde jornalistas podem trabalhar sem medo de represálias e onde opiniões divergentes são respeitadas. O contraditório faz parte da democracia. A censura, não.
Nenhum governante, aliado político ou grupo de influência deve se considerar acima das críticas ou do escrutínio público. Da mesma forma, nenhum veículo de comunicação deve ser intimidado por cumprir sua função de informar.
A liberdade de imprensa não pertence aos jornalistas. Ela pertence à sociedade. Quando uma voz é silenciada, toda a população perde o direito de conhecer diferentes versões dos fatos e formar sua própria opinião.
Por isso, a reflexão é simples e necessária: quem defende a democracia deve defender também o direito de a imprensa trabalhar livremente. Ditadura não. Liberdade, respeito e transparência sempre.
Por Taan Araújo, Folha Brejo-Santense

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