O adolescente suspeito de matar Washington Rodrigo, de 33 anos, dentro de um hotel no bairro de Manaíra, em João Pessoa, participou da primeira audiência do processo nesta segunda-feira (17). O procedimento ocorreu de forma remota.

A audiência de instrução do caso foi marcada para o dia 31 de agosto. O adolescente é investigado pelo homicídio ocorrido em julho, quando Washington foi encontrado morto e algemado dentro de um quarto de hotel na orla da capital paraibana.

O suspeito se apresentou à Polícia Civil no fim de julho, em Caicó, no Rio Grande do Norte, acompanhado de um advogado. Depois, foi transferido para João Pessoa, onde ficou à disposição da Justiça.

Segundo a Polícia Civil informou ao Notícia Paraíba, o adolescente chegou a João Pessoa no dia 23 de julho e, no mesmo dia, teria conhecido Washington Rodrigo por meio de um site de relacionamento. Os dois passaram a conversar por aplicativo de mensagens e marcaram um encontro para o dia seguinte.

Para entrar no hotel, o adolescente teria apresentado um documento falso.

Durante o encontro, conforme a versão apresentada à Polícia Civil, o adolescente teria se sentido intimidado ao suspeitar que Washington havia registrado imagens do momento íntimo entre os dois.

Ainda segundo o relato do investigado, ele utilizou uma pistola de airsoft para obrigar a vítima a entregar o celular e teria usado o cabo de um secador de cabelo para estrangulá-la.

O Instituto de Medicina Legal (IML) apontou asfixia como causa da morte. A vítima também apresentava sinais de tortura.

Após o crime, o adolescente teria tentado deixar o hotel utilizando o carro de Washington, mas não conseguiu. Em seguida, deixou o local sozinho.

Durante as investigações, a Polícia Civil apreendeu uma pistola de airsoft e algemas que teriam sido utilizadas na dinâmica do crime.

Washington Rodrigo trabalhava como motorista autônomo. Segundo familiares, ele havia informado à mãe que faria uma corrida para Pipa, no Rio Grande do Norte, antes de desaparecer.

O corpo foi encontrado dentro do quarto do hotel por uma funcionária que entrou no local.

A defesa do adolescente afirmou que ele confessou o homicídio e alegou ter agido por medo de que sua orientação sexual fosse exposta.

O caso segue sendo acompanhado pela Justiça e pela Delegacia da Infância e da Juventude. A próxima etapa do processo está prevista para 31 de agosto, com a audiência de instrução.

Notícia Paraíba 
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