A gestão municipal de Brejo dos Santos, no Sertão da Paraíba, atravessa um dos momentos mais críticos, marcada por um esvaziamento político que ameaça a sustentabilidade do governo da prefeita Luciene Almeida, do PSB (Partido Socialista Brasileiro). O cenário, que antes era de relativa estabilidade, deu lugar a uma crise generalizada que afeta desde o funcionalismo público até as engrenagens da política local. A insatisfação popular e o distanciamento de antigos parceiros evidenciam que a gestora já não possui a mesma influência para manter sua base unida.
Os pilares da administração parecem ruir diante de problemas financeiros graves: salários atrasados, gerando um efeito dominó que atinge diretamente a economia da cidade, e o comércio local amarga dívidas crescentes da gestão. Para agravar a situação, uma onda de demissões em massa tem sido utilizada como tentativa desesperada de ajustar as contas, o que acaba por aprofundar o desgaste social e a sensação de insegurança entre os trabalhadores do município.
No campo político, o isolamento da prefeita é cada vez mais visível. A capacidade de Luciene em segurar aliados dentro de seu grupo político diminuiu drasticamente, restando-lhe apenas o apoio daqueles que ainda mantêm cargos ou recebem benefícios diretos de sua gestão.
O reflexo mais contundente dessa desarticulação ocorreu no âmbito do legislativo. De olho nas eleições de 2026, a prefeita já sofreu baixas significativas na Câmara Municipal, perdendo o apoio de dois vereadores, inclusive do presidente, o vereador Alberison Alves.
Por Taan Araújo, Folha Brejo-Santense

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