A merenda escolar de décadas passadas em Brejo dos Santos ainda é lembrada por muitos moradores como um retrato de uma época marcada pela simplicidade e pelas dificuldades enfrentadas por alunos da rede pública, especialmente os de famílias mais humildes.

Nas escolas do município, era comum que a alimentação se resumisse a pratos básicos, como arroz com soja, bastante utilizado por ser econômico e render bastante, além da tradicional vitamina de bolacha, que se tornava uma das opções mais apreciadas entre os estudantes. Também faziam parte do cardápio o mingau, preparado com farinha, fubá ou aveia, e, em algumas ocasiões, o cuscuz simples, servido com leite ou margarina.

Em dias específicos, a merenda incluía sopas mais ralas, geralmente de macarrão ou feijão, preparadas para atender um grande número de alunos com poucos recursos. Apesar da pouca variedade, esses alimentos tinham grande importância, já que, para muitos estudantes, eram a principal refeição do dia.

Fora do que era oferecido pelas escolas, alguns alunos conseguiam comprar lanches simples nas proximidades. Entre os mais comuns estavam a casquinha, semelhante a um pastel sem recheio de carne, o dindin, além de pipoca e bolachas vendidas por moradores da comunidade.

Outro detalhe que permanece vivo na memória de quem viveu essa época são os utensílios utilizados nas refeições. Pratos e copos de plástico, geralmente na cor azul, eram padrão nas escolas e fazem parte da lembrança coletiva de uma geração.

Mesmo com as limitações, a merenda escolar de antigamente em Brejo dos Santos representa mais do que alimentação. Ela simboliza resistência, convivência e histórias que até hoje são compartilhadas por aqueles que passaram pelas salas de aula do município.

Por Taan Araújo, Folha Brejo-Santense 
Foto: Ilustrativa/IA 
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