No intervalo das aulas, um cheiro inconfundível tomava conta do pátio de entrada da Escola Cidadã Integral Professora Diva Guedes de Araújo, em Brejo dos Santos. Sentada de forma simples nos bancos de cimento, ao lado de um isopor, Júlia, conhecida por todos como "Júlia de João Amaro", fazia parte da rotina de gerações de estudantes.
Era quase um ritual. Assim que o sinal do recreio tocava, os alunos seguiam direto para o pátio, muitos já com o dinheiro na mão, em busca dos famosos pastéis. Crocantes por fora e recheados com aquele sabor caseiro difícil de explicar, eles se tornaram os mais lembrados entre os ex-alunos.
Mais do que um lanche, os pastéis de Júlia representavam um momento de encontro e descontração no meio da rotina escolar. Sentados nos bancos de cimento, os estudantes compartilhavam risadas, conversas e histórias que ficaram marcadas para sempre.
Sem estrutura sofisticada, apenas com seu isopor e sua presença constante, Júlia conquistou um espaço afetivo na vida de muitos. Sua figura simples, sempre no mesmo ponto do pátio, virou símbolo de uma época em que pequenos detalhes faziam toda a diferença no dia a dia.
Hoje, ao recordar os tempos de escola, é comum que ex-alunos relembrem com carinho os pastéis de Júlia como uma das memórias mais vivas daquele período. Uma lembrança simples, mas que atravessa gerações.
Por Taan Araújo, Folha Brejo-Santense
Foto: Ilustração/IA

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