Uma categoria que aparentemente já existia nas sombras ganhou luz durante a Copa do Mundo de 2026. Os chamados “neysexuais” viraram assunto após reportagem da revista Veja explorar o fenômeno: são homens heterossexuais que mantêm firme sua preferência por mulheres, mas admitem abrir uma exceção quando o assunto é Neymar.
Em outras palavras, seguem héteros — mas com uma cláusula especial no contrato emocional: se for o camisa 10, a regra vai para o VAR.
O assunto tomou as redes sociais justamente porque mistura admiração, idolatria, desejo e aquela coragem repentina que muita gente só encontra atrás de um perfil anônimo. Entre piadas e confissões, há quem diga que Neymar tem um tipo de carisma capaz de bagunçar convicções e fazer um sujeito elogiar outro homem com a seriedade de quem discute economia.
O fenômeno também escancara uma mudança na forma como muitos homens lidam com a própria masculinidade. Antes, elogiar a beleza de outro homem exigia três justificativas, duas tossidas e um “sem maldade” no final. Hoje, pelo menos quando se trata de Neymar, a conversa flui com muito mais naturalidade.
No fim, Neymar segue fazendo o que sempre fez: dividindo opiniões, puxando holofotes e gerando assunto mesmo quando o tema não é exatamente futebol.
Blog do Raul Figueiredo

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