O comércio de Brejo dos Santos, no Sertão da Paraíba, tem uma história rica e autêntica que remonta a uma época em que as mercadorias eram vendidas de forma simples e pessoal. Nas antigas bodegas, armazéns e mercearias, os produtos eram comumente vendidos a granel e embalados em papel de embrulho, refletindo uma época de maior interação pessoal no comércio.

Itens básicos como arroz, feijão, açúcar, farinha e sal grosso eram armazenados em grandes sacos de estopa ou tambores, prontos para serem pesados no balcão quando um cliente fazia um pedido. O balconista, com habilidade e precisão, utilizava balanças de prato para medir a quantidade exata, garantindo que cada cliente levasse exatamente o que precisava.

Em seguida, o atendente habilmente embrulhava o produto pesado utilizando folhas de papel retiradas de um grande rolo, muitas vezes sem o uso de fitas adesivas, apenas com dobras específicas e a prática manual. O papel utilizado era tipicamente um papel mais simples, resistente e de baixo custo, frequentemente referido como papel manilha ou similar ao papel kraft pardo, que é conhecido por sua durabilidade.

Em feiras, peixes e carnes podiam ser embrulhados até mesmo em jornal, mas nas bodegas, o papel pardo era o preferido. Esse método de comércio, que antecedeu a era dos supermercados modernos e das embalagens plásticas, refletia uma época em que a interação pessoal e a habilidade manual eram fundamentais para o sucesso dos negócios. Era um tempo em que o comércio era uma experiência mais humana, onde cada transação era uma oportunidade de encontro e troca.

Por Taan Araújo, Folha Brejo-Santense 
Foto: IA/App Gemini/Ilustrativa 
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