Em Brejo dos Santos, no Sertão da Paraíba, o "Açude do Véi Cazuza" foi, durante muitos anos, essencial para a rotina de diversas famílias da zona rural, especialmente em um período de escassez de água. A água disponível nas casas vinha de cacimbas e, na maioria das vezes, era salobra e insuficiente, o que tornava o açude fundamental para atividades como lavar roupas.
Semanalmente, famílias percorriam longas distâncias até o açude, enfrentando caminhos difíceis. O trajeto passava por locais conhecidos da região, como o quebra da barra, a área próxima à casa de Chico Justino, onde existia o antigo Campo de Aviação, seguindo em direção ao Pau Ferro, passando pelo terreiro de Seu Tomaz e pelas proximidades da casa de João Antero, até chegar às terras de Pedro de Araújo Barreto, onde ficava o açude.
No local, o trabalho era intenso. As pedras à beira d’água serviam como lavanderias improvisadas, onde passavam o dia inteiro lavando roupas, muitas vezes com ajuda para buscar água. Apesar das dificuldades, o ambiente também era de convivência, com troca de alimentos, conversas e momentos de descanso, como o banho no açude.
Mesmo sendo pequeno, o Açude do Véi Cazuza raramente secava, graças às suas fontes, o que o tornava indispensável para a comunidade. A história reforça a resistência das famílias sertanejas e preserva a memória de um tempo em que esforço, união e superação faziam parte da vida em Brejo dos Santos.
Por Taan Araújo, Folha Brejo-Santense
Colaboração: Osmar de Lima Carneiro
Foto: IA/ChatGPT

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